28/02/10

estão tateando o tempo


a madrugada é a continuação do primeiro caos. silício na atmosfera rompida, insolentemente, pelas estrelas. olhos rolaram pelos montes e sísifo-escaravelho-cansado não os levará de volta ao rosto. estão tateando o tempo, eventualmente pregos nas mãos. o sangue que circula não é sentido com a mesma intensidade de quando escorre. numa mesa de operação ao ar livre o nome sedado e aberto, dentro dele um rio escarlate e a inédita fúria do peixe que bate a cabeça contra as vísceras — margem do corpo.

camila vardarac