11/02/10

igualam-se aos abismos


ciclo alegórico, espelho planetário, branco portal de ativação. na lua o coelho dos ascetas respira no ritmo dos calendários maias, avista todas as construções e ruínas, dorme na cratera elevada. o sol nasce no canto do céu e logo o céu inteiro é um mar laranja, ondas nuvens, estradas rios. estamos afogados nos ecos dos nossos corpos, dos outros corpos, dos que nem sabemos a existência. conexão líquida, orgânica, perceptiva, invisível fluxo por onde tudo passa e nada se mantém intacto - do início ao fim as calopsitas atravessam os espaços, gritam alguma coisa e somem. estratégias amplificadoras de silêncios - as cascas de ovo, perfuradas, igualam-se aos abismos.