24/06/10

escreve no braço

Na desordem do lugar os papéis exalam aromas laboratoriais, parece flúor ou absinto o líquido entornado no copo levado à boca que cospe azuis nas folhas de anotações, paira o misticismo sobre a ciência, um barbante flutua no universo, o homem se apóia na mesa metálica e, com um bisturi, escreve no braço que a melancolia é um cílio preso à alma, um chimpanzé sob os efeitos da benzedrina ri nervosamente enquanto quebra as grades do coração.